Navegando estava, em um mar revolto de sentimentos, ao tombar do dia.
Há muito o rumo de meus atos, a firmeza de minhas certezas encontrava-se em uma turva de emoções dissonantes.
Aventurava-me neste mar sem fim, ao sabor do acre vento que surrava meu coração.
Sombras das orquídeas que outrora conheci perseguiam minha visão, tornando confuso e complexo o decidir.
Estava fadado ao naufrágio no profundo mar que devora os feridos pelo ardente amor.
Neste ínfimo instante de lucidez, vislumbrei o doce brilho de teu olhar. Harmônico, tranqüilo.
Um farol a guiar-me neste mar homérico.
Seria Eros á bater em meu peito ou mais uma vez encontrava-me embaido pelo canto das sereias? Indagava minha alma.
Por diversas vezes deixei-me imergir em devaneios, porém sem perder o rumo de tua íris.
Estaria realmente a nascer em meu ser toda uma nova gama de sentimentalidades?
Busco agora a trilha que mais seguramente me levará ao encontro desse doce brilho, derramando graciosamente o néctar de meus desejos nos mares que chegam a ti.
Encontro-me neste mundo onírico esperando encontrar afago em tuas praias, calor em teus lábios, doçura em teu toque.
Espero que não venhas a vilipendiar estes sentimentos, em teu ser, e que entendas minha jornada em busca do acolhimento teu, de meu sentimentalismo.
quinta-feira, 21 de junho de 2007
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Um comentário:
Aee... meu amigo poeteiro...!!
Tô gostando de ver o blog...!!
Meus parabéns...! Continue no rítmo!! Abraços!!!
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