quinta-feira, 21 de junho de 2007

Navidad

Navegando estava, em um mar revolto de sentimentos, ao tombar do dia.

Há muito o rumo de meus atos, a firmeza de minhas certezas encontrava-se em uma turva de emoções dissonantes.

Aventurava-me neste mar sem fim, ao sabor do acre vento que surrava meu coração.

Sombras das orquídeas que outrora conheci perseguiam minha visão, tornando confuso e complexo o decidir.

Estava fadado ao naufrágio no profundo mar que devora os feridos pelo ardente amor.

Neste ínfimo instante de lucidez, vislumbrei o doce brilho de teu olhar. Harmônico, tranqüilo.

Um farol a guiar-me neste mar homérico.

Seria Eros á bater em meu peito ou mais uma vez encontrava-me embaido pelo canto das sereias? Indagava minha alma.

Por diversas vezes deixei-me imergir em devaneios, porém sem perder o rumo de tua íris.

Estaria realmente a nascer em meu ser toda uma nova gama de sentimentalidades?

Busco agora a trilha que mais seguramente me levará ao encontro desse doce brilho, derramando graciosamente o néctar de meus desejos nos mares que chegam a ti.

Encontro-me neste mundo onírico esperando encontrar afago em tuas praias, calor em teus lábios, doçura em teu toque.

Espero que não venhas a vilipendiar estes sentimentos, em teu ser, e que entendas minha jornada em busca do acolhimento teu, de meu sentimentalismo.

Abraço

Expressão de carinho e conforto faz reviver sentimentos, aquece o coração, ilumina a alma.

O perfume da pessoa desejada próxima a ao seu ser, translada a consciência no tempo e no espaço, para tempos dourados, em que toda a afeição contida na mais ínfima gota de sentimento, florescia como o desabrochar de uma rosa.

Doe ter que fugir desses sentimentos.

Doe ver os teus lábios tão próximos e tão distantes.

Senti-los tocar meu rosto, despertando o fogo em minha boca.

Confidencio estes pensamentos ao papel, na turva solidão de meu quarto, sem poder manifestá-los a ti, em respeito a tua vida, em razão do especial carinho que cultivo em nossas belas lembranças.

Não sabes o quanto gostaria, mais uma vez, de afagar os teus cabelos, acariciar teu corpo, sentir teu calor, ao mesmo tempo em que me deixava cair em devaneios com o toque de nossos lábios.

Um dia saberás, se já o não sabes em teu íntimo, o quão grande ainda é a sentimentalidade nutrida em mim por tua pessoa.

Que a beleza destas coisas que transcendem o material, o físico, possam dar-lhe forças para ser a cada dia mais e mais feliz, e, quem sabe um dia, compartilhar bem próxima a mim esta felicidade.

Quando eu era criança

“(...) Quando eu era criança, falava como criança, sentia como criança, discorria como criança, mas, agora que sou homem deixei de lado as coisas de criança (...)”. (I Coríntios-13, 11). Tentei em várias ocasiões demonstra-te o que por ventura provavelmente já sabes, meu sentimento de outrora, o qual em minha imatura vivencia de criança resolvi esquecer entre os boletins e agendas, continuou latente em meu peito, a espera de encontra-te outra vez mais, de olhar em teus olhos e sentir a brisa dos novos horizontes. Não sei o que tens feito de nosso cultivo afetivo desde aquelas longas datas, se o deixou ao relento lutando sozinha para sobreviver, ou em um lugar de mansidão em teu ser o guardou e esperou reflorescer. Vejo-te hoje mulher, e sinto-me tão menino, um fruto infantil dos designos do amor, buscando palavras, ou melhor, caçando-as em minha mente, uma vez que dentro dela estão a voar, presas a mim por uma tênue linha de insegurança. Expresso-te em olhares meu sentir, minha busca de remissão pelas errôneas escolhas do passado. Clamo o teu sentir, o teu pensar, o teu agir. Busco a sintonia que em outros tempos nos uniu, pois estamos à caminha uma vez mais pelos mesmos caminhos, caminhos de flores e de espadas, caminhos de destreza e acanhamento, caminhos que levam de encontro nossos olhares, nossos lábios, nossos seres. Tua luz ofusca meus sentidos e todos esses transcritos pensamentos fogem ao encontro de lacunas escuras em minha mente, olho-te, esforço minha boca, porém, não há fluir entre o que sinto e o que te falo. Resgatar-te, mais uma vez, os sentidos de meu viver, mostrou-me o que há além de meu olhar restrito envolto na penumbra. És meu farol, estou a te procurar, sinaliza-me teu querer, para que eu possa traçar meu navegar rumo ao teu coração. “(...) Quando me vi tendo de viver comigo apenas e com o mundo, você me veio como um sonho bom (...)” (Legião Urbana – O Teatro dos Vampiros).

Fractal

Intangíveis idéias me consomem, pensamentos vagos...
Sombras me rodeiam, devaneio.
Navego em vales ocultos, em praças escuras.
Clamo o beijo negado, o carinho escondido, o sorriso esquecido.

Em fuga deste mundo de mágoas, transcrevo meus sentimentos para o papel.
Ao sabor dos pensamentos reuno meu sonhar e meu sentir para gerar graciosas frases... Poemas talvez, por enquanto relatos de uma vida!

Recordo aquele dia como o inicio não só de uma nova afeição em minha vida, mas também como o ponto de partida de uma nova fase de meu viver.
Chegastes no crepúsculo de meus dias, dando novo brilho e força as minhas jornadas diárias.
Alegrias recriadas... a cada dia, a cada novo encontro, vejo florescer em mim um entusiasmo novo, uma vida refeita.

Queria ataviar-te com o fulgor das ninfeáceas, cobrir-te com os raios dourados do sol, acariciar teu rosto com a leve brisa noturna, beijar-te.

Sigo o caminho desta paixão, busco meu espaço neste novo mundo.Vivo o renascer de antigas promessas e novos desejos.... Quero-te!

Jornada

Ontem passeava pelas ruas sem destino, sem razão...
Passeava sem saber o que buscar;
Sem saber aonde ir;
Sem saber se iria voltar.

Dava voltas em praças escuras, frias e úmidas...
Seguia rumo ao nada;
Nada levava na alma;
Nada perseguia.

Mas raiou o dia...
Vi a luz do amor a clarear minha vida;
Esquentando meu corpo;
Me dando mais alegria.

A Alvorada da paixão, o inicio da minha vida...
Do crepúsculo, tenho lembranças;
Lembranças de que nada tinha;
Lembranças do que não via.

A cada jornada um novo alvorecer...
Quero ter-te em meus dias, pelo tempo em que forem meus;
Quero ter-te como o orvalho refrescante;
Em cada aurora e junto a mim ao anoitecer.

Paixões...

Há flores nos campos, que nos encantam com sua beleza e formosura;
Há flores nos campos, que nos deliciam com seu perfume;
Rosas são formosas e tem espinhos, as mulheres igualmente tem seus mistérios e carinhos;
Nos olhos mistério;
Na pele sedução;
Na boca desejo;
E o amor no coração.
Paixões, vem e vão;
A dor finca em nós desilusão.
Rosas e paixão, detém o vermelho da sedução, que formam nos corações emoções.
Há flores de varias cores e cores em vários tons.
Tons de mel, tons de anil que penetram em nossas mentes nos deixando em devaneios.
As rosas com seus espinhos evitam os carinhos; as damas com seus encantos aprisionam corações.

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Almas


Já não percebo o quanto perdi de minha alma nestes anos de angústia.
Viajo em devaneios de loucura em busca de uma singela lucidez, que traga ternura e me devolva o eu a muito esquecido.